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Nós não somos pessoas. Somos maníacos que passam a vida a gozar daqueles que entendem menos de música do que a gente, que na verdade é todo o mundo.

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wSexta-feira, Março 10, 2006


PLANTÃO CHAMPIONSHIP VINYL - OS MELHORES DISCOS DE 2006... OPS, 2005




1. OASIS - Don't Believe The Truth

Só mesmo quem costuma subestimar o Oasis para se surpreender com Don't Believe The Truth. Desde Standing on The Shoulder of Giants a banda já dava sinais de que gravaria em pouco tempo um disco de qualidade equiparável aos seus dois primeiros. E com a nova formação incluindo o fantástico Zak Starkey, só nos resta esperar por shows inesquecíveis no Brasil esse ano.




2. HUBERT SUMLIN - About Them Shoes

O ex-guitarrista de Howlin' Wolf dispara um petardo digno do seu antigo patrão. Esse é o melhor disco de blues dos últimos tempos, ao lado do Buddy Guy e Junior Wells ao vivo de 98. E repleto de convidados especiais, entre eles Eric Clapton, James Cotton, Levon Helm e Keith Richards.




3. PAUL WELLER - As Is Now

Já no comecinho do disco em Blink and You Miss It, a guitarra de Paul Weller já te pega pelo pescoço exigindo atenção neste que é o trabalho mais variado de sua carreira solo. Existem ecos de The Jam (Come on / Let's Go) e até Style Council (Bring Back The Funk Pt.1), e outras canções fantásticas que confirmam Weller como um dos maiores compositores britânicos de todos os tempos.




4. SUPERGRASS - Road to Rouen

Mais uma prova do talento e da versatilidade do Supergrass que, apesar do notável amadurecimento, não perde nem um pouco do seu espírito jovial dos anos 90. Mesmo este sendo o trabalho mais introspectivo e lo-fi da banda até hoje.




5. BRUCE SPRINGSTEEN - Devils & Dust

É evidente a semelhança desse novo trabalho com álbuns como Nebraska e The Ghost of Tom Joad. A diferença aqui é que musicalmente, este é um disco mais variado que os outros dois. Em Devils & Dust, Springsteen reafirma o seu talento de contador de histórias em mais um álbum que trata desses tempos sombrios na América pós 11/9, mas sem o otimismo redentor de The Rising, o trabalho anterior.




Menções honrosas:

AL GREEN - Everything's Ok
AL KOOPER - Black Coffee
AUDIOSLAVE - Out of Exile
BLACK REBEL MOTORCYCLE CLUB - Howl
BRITISH SEA POWER - Open Season
BUDDY GUY - Bring'Em In
CHRIS HILLMAN - The Other Side
COWBOY JUNKIES - Early 21st Century Blues
CREAM - Royal Albert Hall
DEPECHE MODE - Playing The Angel
ECHO & THE BUNNYMEN - Siberia
FRANZ FERDINAND - You Could Have It So Much Better
JOHN CALE - Black Acetate
KASABIAN - Kasabian
LCD SOUNDSYSTEM - LCD Soundsystem
LOBÃO - Canções Dentro da Noite Escura
MORRISSEY - Live at Earls Court
NEIL YOUNG - Prairie Wind
NEW ORDER - Waiting For The Siren's Call
PAUL MCCARTNEY - Chaos And Creation In The Backyard
PETRA HADEN - Sings The Who Sell Out
RINGO STARR - Choose Love
ROBERT WYATT - Theatre Royal Drury Lane
SOLOMON BURKE - Make Do With What You Got
STEREOPHONICS - Language. Sex. Violence. Other
SUPER FURRY ANIMALS - Love Kraft
TEENAGE FANCLUB - Man-Made
THE EDITORS - Back Room
THE CORAL - Invisible Invasion
THE FALL - Heads Heads Roll
THE RAKES - Capture / Release
THE ROLLING STONES - A Bigger Bang
THE TEARS - Here Come the Tears
ULTRAJE A RIGOR - Acustico MTV
VAN MORRISON - Magic Time
WEDDING PRESENT - Take Fountain

Por ROB FLEMMING - Hora: 10:53 PM


wSexta-feira, Março 03, 2006


PLANTÃO CHAMPIONSHIP VINYL - OS DVDs QUE FIZERAM A NOSSA CABEÇA EM 2005 - A lista do Dick





1. THE 70th BIRTHDAY CONCERT (John Mayall & the Bluesbreakers e convidados) (2003)

Quase todos os músicos sobre o palco já tinham feito solos na versão de Have you heard... quando chegou a vez de Eric Clapton. Curto e definitivo. John Mayall, atrás do piano, grita um "Yeaaahh!!". Ao final da música, com um total de 18 minutos, o aniversariante não se contém; visivelmente emocionado, pega do microfone, aproxima-se da platéia e diz: "The blues does not get better than that." E esta é apenas uma das 19 músicas do programa, entre dezenas de momentos memoráveis - Somebody's acting like a child, No big hurry (só Mayall & Clapton no palco, como na velha Bernard Jenkins), Hideaway, All your love (eu queria que toda minha vida fosse com Clapton tocando All your love), e Clapton é apenas um dos convidados ilustres - lá está a versão atual dos Bluesbreakers enriquecida por Mick Taylor e o trombonista pioneiro do blues inglês Chris Barber. Quantas vezes você viu um blues com solo de trombone? Esta é a sua chance, lá em Please Mr Lofton. Obra-prima indispensável para quem gosta de Mayall, de Clapton, de blues, de música.




2. NO DIRECTION HOME (Martin Scorsese) (2005)

Dois mil e cinco foi o ano de Bob Dylan. Saiu o Volume 1 das suas Crônicas, autobiografia não-linear que já é da bibliografia básica de qualquer um que curta e queira entender a cultura pop dos anos 60 pra cá. E também foi o ano musical de Martin Scorsese, com aquela fabulosa série de docmentários sobre blues (desde The Last Waltz (1976) ele não mergulhava tão fundo nesse universo). No meio dessa feliz coincidência surgiu o brilhante e comovente documentário sobre os anos de formação do indivíduo de mais influência no mundo ocidental dos últimos quarenta anos, de Hibbing, Minessota ao palco do Royal Albert Hall londrino. Os depoimentos mais interessantes são os do grupo encontrado por Robert Zimmermann no Greenwich Village nova-iorquino em 1961: Liam Clancy, Dave Von Ronk, Maria Moldour, Joan Baez, e também de Allen Ginsberg e Pete Seeger e por aí vai. Imagens raras, incluindo um longo, minucioso e precioso depoimento do próprio Dylan.




3. SEINFELD - VOLUMES 1 e 2 (Jerry Seinfeld, Jason Alexander, Julia Louis-Dreyfus e Michael Richards) (1990-1992)

Seinfeld não é nem foi uma série de tv. Seinfeld é uma filosofia de vida e é o que eu tenho de mais próximo de uma religião. Então as três primeiras temporadas, saindo quase ao mesmo tempo, em uma edição caprichada e luxuosa de dvd, são para mim o Velho Testamento. Rever os episódios não custa nada; tem sempre um documentário registrando o momento da série; comentários do elenco, diretor e pessoal do staff em episódios-chave; cenas inéditas de stand-up comedy e cenas deletadas dos episódios. Enfim, prato cheio para fãs (e) fiéis se deleitarem em rever e rever.




4. BELEZA AMERICANA (Sam Mendes) (1999)

Neste dvd, o diretor Sam Mendes conta que o momento mais gratificante de ter realizado Beleza americana foi quando Steven Spielberg saiu da sala de projeção e lhe cumprimentou: "Parabéns, você fez um clássico." Eu não sou Spielberg, mas a sensação de quando vi o mesmo filme no cinema foi semelhante. Eu não sou capaz de escrever um texto razoável sobre o filme, muito menos de descrever o efeito que ele tem sobre mim. Como esta é uma loja de discos, não custa lembrar que nele rola Free (All right now), Bob Dylan (All along the watchtower), The Guess Who (American woman), The Who (The seeker, e Pete Townshend é o consultor musical da produção) e Annie Lennox cantando Neil Young (Don't let it bring you down)... Bons extras - comentários de Mendes e do roteirista Alan Ball, os storyboards comentados por Mendes e pelo diretor de fotografia Conrad T. Hall... Você pode até não gostar do filme, mas pra mim é discografia básica.




5. TAXI DRIVER (Martin Scorsese) (1976)

Não tem nada faltando, nada sobrando neste filme extraordinário que consolidou Martin Scorsese como marco do cinema dos anos 70 em diante. E a edição em dvd é digna da grandiosidade da obra: um documentário de alto nível em que todos os principais artistas envolvidos dão depoimentos esclarecedores: Scorsese, o roteirista Paul Schrader, Robert de Niro, Cybill Shepherd, Jodie Foster, Harvey Keitel... e o Peter Boyle... como é engraçado ver o sujeito que estamos acostumados a ver como o pai de Ray em Everybody loves Raymond num filme sério!



Cansamos de esperar!

Por DICK CONDA - Hora: 1:47 PM